Nos últimos anos, tornou-se comum encontrar produtos que parecem algo que não são ocupando espaço nas prateleiras dos supermercados.
O consumidor desatento pode facilmente se enganar ao comprar um “sabor queijo” que não é queijo, um “sabor café” que não tem café, ou uma bebida láctea que tem pouco ou nenhum leite na composição.
O leite condensado e mistura láctea não gosto de chamar de fake, mas pode, sim, confundir o cliente no PDV, basta olhar a imagem abaixo.

A grande polêmica das últimas semanas girou em torno do “café fake” um produto que imita café tradicional, mas é feito de partes da planta que não são o grão (cascas, folhas, etc.).
Enquanto a Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café) aponta para o risco de confundir o consumidor, a fabricante alega que é somente um “subproduto” deixado claro na embalagem, sem a intenção de enganar ninguém.
O problema é que a embalagem parece muito com a do café verdadeiro e, em tempos de preços altos, é fácil cair na tentação de algo mais barato, mas que não entrega a qualidade do grão torrado e moído.
Esse café ao lado do Melitta é o famoso “café fake” um produto que imita café tradicional, note a similaridade das embalagens, existe claramente a intenção de confundir o cliente.

Quando falamos de qualidade, muitos consumidores podem experimentar esse produto achando que é café de verdade e acabar frustrados.
No quesito preço e confusão, num momento em que o café está caro, esse “fake” pode virar uma alternativa para quem deseja economizar, mas termina não recebendo aquilo que espera.
Já em relação à saúde, a Abic questiona se há autorização e garantia de segurança alimentar, levantando uma bandeira preocupante tanto para o varejo quanto para o consumidor.
Quem me conhece sabe que sou fã de produtos que inovam e atendem às necessidades do público.
Mas qualquer inovação precisa ser clara, transparente e segura, sendo necessário garantir que o consumidor saiba exatamente o que está comprando e o que está bebendo.
Afinal, quando falamos de café, estamos falando de tradição, sabor e experiência, e ninguém quer abrir mão disso
E fiquem atentos com a alta do café, está ganhando espaço vender milho como café, o milho é torrado e moído, então eles fazem algumas misturas para imitar café.
O Que Diz a Legislação?
Os fabricantes são obrigados a indicar na embalagem quando um produto é somente uma versão processada do original.
O uso da palavra “sabor” nos rótulos é um indicativo de que aquele item não é feito com os ingredientes tradicionais. No caso dos queijos, por exemplo, a mussarela verdadeira tem um teor de proteína entre 20% e 23%, enquanto as versões processadas apresentam uma redução considerável desse valor devido aos ingredientes adicionais.
Como o Consumidor Pode se Proteger?
Mesmo que esses produtos sejam permitidos pelo Ministério da Agricultura, a qualidade nutricional e o sabor podem ser comprometidos. Para evitar surpresas desagradáveis, algumas dicas são essenciais:
1. Leia o rótulo com atenção: verifique a lista de ingredientes e procure produtos com menos aditivos.
2. Observe a textura: no caso do leite condensado, por exemplo, se for muito fino, pode indicar que a formulação difere da tradicional.
3. Compare os preços: muitas vezes, os similares custam o mesmo ou até mais caro do que os produtos autênticos, tornando a escolha ainda menos vantajosa.
Os produtos fakes nos supermercados estão cada vez mais presentes, e cabe ao consumidor ficar atento para garantir que está levando para casa aquilo que realmente deseja comprar. No final das contas, a transparência e a informação são as melhores armas para evitar decepções na hora das compras.

