O crescimento dos produtos Fakes

Nos últimos anos, tornou-se comum encontrar produtos que parecem algo que não são ocupando espaço nas prateleiras dos supermercados.
Opinião
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Michel Jasper
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Nos últimos anos, tornou-se comum encontrar produtos que parecem algo que não são ocupando espaço nas prateleiras dos supermercados.

O consumidor desatento pode facilmente se enganar ao comprar um “sabor queijo” que não é queijo, um “sabor café” que não tem café, ou uma bebida láctea que tem pouco ou nenhum leite na composição.

O leite condensado e mistura láctea não gosto de chamar de fake, mas pode, sim, confundir o cliente no PDV, basta olhar a imagem abaixo.

A grande polêmica das últimas semanas girou em torno do “café fake” um produto que imita café tradicional, mas é feito de partes da planta que não são o grão (cascas, folhas, etc.).

Enquanto a Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café) aponta para o risco de confundir o consumidor, a fabricante alega que é somente um “subproduto” deixado claro na embalagem, sem a intenção de enganar ninguém.

O problema é que a embalagem parece muito com a do café verdadeiro e, em tempos de preços altos, é fácil cair na tentação de algo mais barato, mas que não entrega a qualidade do grão torrado e moído.

Esse café ao lado do Melitta é o famoso “café fake” um produto que imita café tradicional, note a similaridade das embalagens, existe claramente a intenção de confundir o cliente.

Quando falamos de qualidade, muitos consumidores podem experimentar esse produto achando que é café de verdade e acabar frustrados.

No quesito preço e confusão, num momento em que o café está caro, esse “fake” pode virar uma alternativa para quem deseja economizar, mas termina não recebendo aquilo que espera.

Já em relação à saúde, a Abic questiona se há autorização e garantia de segurança alimentar, levantando uma bandeira preocupante tanto para o varejo quanto para o consumidor.

Quem me conhece sabe que sou fã de produtos que inovam e atendem às necessidades do público.

Mas qualquer inovação precisa ser clara, transparente e segura, sendo necessário garantir que o consumidor saiba exatamente o que está comprando e o que está bebendo.

Afinal, quando falamos de café, estamos falando de tradição, sabor e experiência, e ninguém quer abrir mão disso

E fiquem atentos com a alta do café, está ganhando espaço vender milho como café, o milho é torrado e moído, então eles fazem algumas misturas para imitar café.

O Que Diz a Legislação?

Os fabricantes são obrigados a indicar na embalagem quando um produto é somente uma versão processada do original.

O uso da palavra “sabor” nos rótulos é um indicativo de que aquele item não é feito com os ingredientes tradicionais. No caso dos queijos, por exemplo, a mussarela verdadeira tem um teor de proteína entre 20% e 23%, enquanto as versões processadas apresentam uma redução considerável desse valor devido aos ingredientes adicionais.

Como o Consumidor Pode se Proteger?

Mesmo que esses produtos sejam permitidos pelo Ministério da Agricultura, a qualidade nutricional e o sabor podem ser comprometidos. Para evitar surpresas desagradáveis, algumas dicas são essenciais:

1. Leia o rótulo com atenção: verifique a lista de ingredientes e procure produtos com menos aditivos.

2. Observe a textura: no caso do leite condensado, por exemplo, se for muito fino, pode indicar que a formulação difere da tradicional.

3. Compare os preços: muitas vezes, os similares custam o mesmo ou até mais caro do que os produtos autênticos, tornando a escolha ainda menos vantajosa.

Os produtos fakes nos supermercados estão cada vez mais presentes, e cabe ao consumidor ficar atento para garantir que está levando para casa aquilo que realmente deseja comprar. No final das contas, a transparência e a informação são as melhores armas para evitar decepções na hora das compras.

Autor(a)
Michel Jasper

Trabalho no setor varejista há mais de 18 anos, com foco na área Operacional, Trade Marketing, Gestão de Pricing e Gerenciamento de Categoria. Já atuei nas maiores redes varejistas do País em cargos de gerência, supervisão, trade marketing, gestão de pricing e gerenciamento de categoria e merchandising.

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